Ontem você disse que não queria mais me ver. Disse que
era melhor assim.
Mandou esquecer as coisas que me prometeu e de todos os
momentos que a gente passou. E me doeu muito ouvir aquilo tudo, sabe? Me
veio a vontade de chorar, mas eu não podia, não ali na sua frente.
Eu
tinha que ser forte, afinal, não era a primeira vez... Só que a dor também era
forte, aquela sensação de que enfim nos perderíamos de vez... Você se foi e eu fiquei sozinha com todas as
lágrimas que eu tive vontade de derramar.
A vida havia de seguir sem você, por que não seguiria? Não
havia mais nada a ser feito, não existiria um para sempre, afinal, momentos são
apenas momentos.
Então aquela procura. Aquela mensagem de quem nem se dá conta
de que havia partido um coração. Fiquei ali
parada, sem saber o que pensar. Eu estava me acostumando com a ideia de que
devia me acostumar a não ter você.
Como apagar o que foi dito? Como recuperar as lágrimas
caídas? Como esquecer a dor cravada na alma? Ontem não queria e hoje já quer. Amanhã é uma incógnita.
Como conviver com isso?
Não quero ser parte da sua cadeia de contradições.
Mas afinal, eu já sou! Com tantas idas e vindas eu já
devia estar habituada...
É então que percebo que o contraditório não é você. É esse
sentimento que teima em ficar brincando de gangorra, aproveitando-se de duas pobres crianças que afinal nem sabem o
que querem!






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